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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Roosevelt Pimenta (Natal/RN. ? – 27.03.2011): Biografia

Ator, professor e bailarino profissional Roosevelt Pimenta foi na década de 1970 màitre da Academia Maranhense de Ballet.

É considerado um dos principais expoentes da dança e da arte no Rio Grande do Norte.

Foi o fundador do Balé Municipal de Natal, que atualmente leva seu nome e funciona na Fundação Capitania das Artes.

A trajetória de Roosevelt se confunde com a história da dança e da arte em Natal. Apesar de seu nome estar intimamente ligado à dança, Roosevelt Pimenta começou sua carreira artística como ator, trabalhando junto aos dramaturgos Sandoval Wanderley e Jesiel Figueiredo.

Mesmo fazendo aulas de teatro, no entanto, Pimenta não desistiu de se tornar um bailarino e, no início da década de 1960, se matriculou, em Natal em cursos de balé das professoras Edite Vasconcelos, do Balé Municipal do Rio de Janeiro, e Noêmia Ferraz, do Balé Verde Gaio, de Portugal. "As tentativas foram frustradas. As mães das alunas fizeram um abaixo-assinado pedindo para eu ser afastado das aulas."

Roosevelt continuou, então, fazendo teatro e, em 1965, foi a Recife como assistente de direção do pernambucano Clênio Wanderley, que estava dirigindo o espetáculo A Corda. Em Recife, fez o teste para a TV Jornal do Comércio, canal 2 e foi aprovado como primeiro bailarino. No mesmo ano, tornou-se bailarino solista do Grupo de Danças Clássicas Flávia Barros. Com Flávia Barros, Roosevelt Pimenta afirma que se tornou um bailarino de verdade. "Considero Flávia a minha mãe no balé."

Ainda no Recife, trabalhou em circo e em teatro de revista, até se mudar para São Luís do Maranhão, onde foi màitre da Academia Maranhense de Balé. Três anos depois, foi convidado para fazer parte do Balé do Estado de São Paulo.

Em 1974, ao chegar em Natal de férias, foi convidado por Jesiel Figueiredo, Jobel Costa e Olindina Gomes, então Secretária de Educação e Cultura, para fundar o Balé Municipal de Natal. Na aula inaugural, no Teatro Sandoval Wanderley, em março do mesmo ano, o professor Paulo de Tarso Correia de Melo realizou uma palestra tendo como tema "A importância da dança na educação".

Roosevelt Pimenta como diretor artístico, durante 35 anos, do Ballet Municipal coreografou e dirigiu  diversos espetáculos de coreógrafos natalenses e de outros estados, e participou dos principais festivais de dança do Brasil.

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/morre-o-fundador-do-bale-municipal/179376

http://www.correiodatarde.com.br/editorias/cultura-24916

Imagem: Divulgação.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Academia Maranhense de Ballet: Sapatinhos de Cetim - programa

Capa do programa

Academia Maranhense de Ballet: O Lago dos Cisnes - programa


Ana Cristina Dourado (Odete)

Jaqueline Murad

Academia Maranhense de Ballet: Casa Grande e Senzala e Bodas de Aurora - programa

Academia Maranhense de Ballet: histórico

Aluna da Academia Maranhense de Ballet, década de 1970.

Academia Maranhense de Ballet foi fundada em 1965, por Reynaldo Faray, após a sua saida do Clube das Mães. A escola utilizava como metodologia de ensino o método da Escola de Dança do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, oferencendo a sua clientela os seguintes cursos:
  • Bay Class (3 anos dos 4 aos 6 anos de idade sendo 3 aulas semanais);
  • Iniciação (1 ano para crianças de 7 anos com duas aulas semanais);
  • Básico (2 anos para crianças de 8 anos em diante, sendo 5 aulas semanais);
  • Médio (com duração de 3 anos com  5 aulas semanais);
  • Técnico (com duração de 3 anos com  5 aulas semanais).
As alunas, além das aluas de ballet, participavam de aluas complementares como: Jazz, Anatomia, História da Dança, Teoria Musical, Terminologia do Ballet Clássico, Folclore, Sapateado, Dança Contemporânea, Danças Características, Interpretação, Francês e Educação Artística.

Em 1979, muda de nome para  Centro Educacional de Dança Reynaldo Faray, ampliando os cursos oferecidos.
  • Bay Class 3 anos dos 4 aos 6 anos de idade sendo 3 aulas semanais, duas de ginástica infantil e uma de criatividade artística;
  • Iniciação 1 ano para crianças de 7 anos com duas aulas semanais de Ballet Clássico;
  • Básico 2 anos para crianças de 8 anos em diante, sendo 5 aulas semanais com duas de Ballet Clássico, uma de jazz ou Sapateado, uma de teoria Musical e uma de Francês (terminologia);
  • Médio com duração de 3 anos com  5 aulas semanais, sendo duas de Ballet Clássico, uma de jazz ou Folclore, uma de Anatomia e uma de história da Dança;
  • Técnico com duração de 3 anos com 5 aulas semanais de Ballet Clássico e mais Dança Contemporânea, Interpretação, Expressão Corporal, Música, Improvisação, Pratica de Ensino e Escolas e Estilos;
Ruberval Guimarães, Cléo Jr, Karl Singleton, Geraldo Lafond, Adão e Gil Sodré

O Centro era uma das melhores escolas de Ballet Clássico do Norte/Nordeste do país , oferecendo, também,  cursos de férias com professores do Brasil e Norte-Americanos.

Na década de 1980, cria o Balé Contemporâneo do Maranhão, oportunizando aos seus alunos experiênciar na prática as técnicas da dança moderna, contemporânea e popular.

 Balé Contemporâneo do Maranhão, década de 1980.

Promoveu, ainda,  concursos de coreografias entre seus professores. criu e inaugurou seu Teatrinho de Bolso para apresentações de espetáculos de dança e teatro,  sendo inaugurado com as peças "O Lenhador e a Árvore que Andava "(infantil) e A Incelênça de Luiz Marinho (adulta), em setembro de 1981.

Com a mudança da academia para a rua 14 de julho no centro histórico em 1998, passa-se a  ser denominada de Centro de Cultura do Maranhão Reynaldo Faray, tornando-se um Centro formador de bailarinos, coreógrafos, professores, atores e músicos.

Ao longo da sua existência a Academia Maranhense de Ballet realizou 18 ballet temáticos e mais de 55 festivais de dança, formando mais de 15.000 alunos, centenas de professores e coreógrafos. Influenciou o surgimento de inúmeros movimentos de dança e criação de escolas. 

Na busca de uma linguagem de movimento corporal maranhense. foi a primeira escola profissionalizante de dança do maranhão. 

REPERTÓRIO:

FESTIVAIS:
DÉCADA DE 60 – 1965 a 1969:
Convite à Dança
Rapsódia Mexicana
Divertissement
Sonata ao Luar
Sapatinho de Cetim
Luzia inês Aureliano e Gil Sodré em Copélia

DÉCADA DE 70 – 1970 a 1979:
Soirée Classique
Tambores da Ilha
A Menina e o Vento
Chapeuzinho Vermelho
Ballerina
Dança do Ritual do Fogo
Rapsódia Azul
Viena
Rafaella Siminenco e Magno Vilas-Boas em  Sherezade.

DÉCADA DE 80 – 1980 a 1989:
Suíte Contemporânea
Simbita e o Dragão
Escola de Samba Unidos da Fabril apresenta Praia Grande
Capricho Espanhol
Uma Aventura nas Galáxias
Chopiniana
Branca de Neve e os Sete Anões
O Quebra-Nozes
Noite de Gala
A Cigarra e a Formiga
Giroflê Giroflá
Branca de Neve e os Sete Anões

DÉCADA DE 90 – 1990 A 2000:
Bolero
Paquita
Sortilégio
Leques e Mantilhas
A Flauta Mágica
Anos Dourados
Delibes
A Ninfa e o Pastor
Arabian Dance
Gala Anos 90

A Ninfa e o Pastor

BALLETS TEMÁTICOS:
1969 – Máscaras
1971 – Sapatinhos de Cetim
             Gênesis
1973 – Lundu
             A Moça dos Olhos de Esmalte
            Suíte Contemporânea
1975 – Maré Memória
1976 – Amor Cigano
1977 – O Lago dos Cisnes
1978 – Suíte Nordestina
1980 – Sarau
1984 – Nordestinados
             Bodas de Aurora
1985 – Maria do Portinho
1987 – Casa Grande e Senzala
1988 – O Uirapuru
1991 – Ode á Casa de Bernarda Alba
2000 – A Colheita da Espera



 Agradecimento: Gil Sodré


Acervo: Gil Sodré e particular 
Bibliografia:
Lúcia Nascimento. Centro de Cultura do Maranhão Reynaldo Faray: 35 anos de arte e paixão. in programa 'a colheita da espera".

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Gil Sodre: 40 anos de Dança: o mestre


Em Fortaleza/CE inicia sua profissão de mestre de Ballet na Academia de Ballet Hugo Bianchi ministrando ballet clássico e Jazz.

Gil Sodré em Igarapé. Coreografia de Reynaldo Faray. Música de Papete e Egberto Gismonte. Balé Contemporâneo do Maranhão. São Luís/MA. Teatro Arthur Azevedo.

Ainda em Fortaleza trabalhou nas Academias de Eros Volusia, e Centro Social Urbano César Cals – CERCE .

Gil Sodré em Igarapé. Coreografia de Reynaldo Faray. Música de Papete e Egberto Gismonte. Balé Contemporâneo do Maranhão. São Luís/MA. Teatro Arthur Azevedo.

Teresina/PI – 1991 a 1992

Academia Helly Batista


Gil Sodré e Rafaela Borges em Jardim das Borboletas. Coreografia de Reynaldo Faray. Academia Maranhense de Ballet. São Luís/MA, 1990. Teatro Arthur Azevedo.

Imperatriz /MA – 1993
Academia Poliher

Rafaela Borges e Gil Sodré em Jardim das Borboletas. Coreografia de Reynaldo Faray. Academia Maranhense de Ballet. São Luís/MA. Teatro Arthur Azevedo.

Estrito/MA – 1994
Estúdio Gil Sodré
Joacy Santos, Bianca Karine e Gil Sodré em Máscaras. Coreografia de Reynaldo Faray. Academia Maranhense de Ballet. São Luís/MA. Teatro Arthur Azevedo.

Porto Franco/MA- ano 1995
Estúdio de Dança Gil Sodré

Nina e Gil Sodré em Maxixe. Coreografia de Reynaldo Faray. Centro de Dança Reynaldo Faray. São Luís/MA. Teatro Arthur Azevedo.

São Luís/MA
1994 a 1995 – Centro Educacional de Dança Reynaldo Faray
1994 a 1995 – Centro Social Urbano – Cohab-Anil

Reynaldo Faray, José Meneses, Gil Sodré e Sergio Sampaio em Pas-de-Quatre. Coreografia de Reynaldo Faray. Centro de Dança Reynaldo Faray. São Luís/MA. Teatro Arthur Azevedo.

Palmas/TO – 1996 a 1997
Academia e Complexo Agitate

Praia Grande. Coreografia de Reynaldo Faray. Centro de Dança Reynaldo Faray. São Luís/MA, 1984. Teatro Arthur Azevedo.

Porto Nacional /TO – 1998

Academia Ritmos

Cléo Jr e Patricia Alvares (primeiro plano) e Gil Sodré (ao fundo de azul) em Quebra-Nozes. Coreografia de Reynaldo Faray. Centro de Dança Reynaldo Faray. São Luís/MA. Teatro Arthur Azevedo.

São Luís - MA.

1999 a 2002

Professor de dança do Centro Educacional de Dança Reynaldo Faray.

2001 a 2010.
Professor do Centro de Criatividade Odilo Costa, filho.

Alongamento e Dança de Salão, Popular e Ballet Clássico

Gil Sodré: 40 anos de Dança: biografia

Ruberval Guimarães, Cléo Jr., Karl Singleton, Geraldo Lafond, Adão e Gil Sodré.

Manoel Giovanny Costa Sodré, GIL SODRÉ, nasceu em São Luis do Maranhão, onde inciou sua carreira artística em 1973, fazendo o curso de teatro com Brás Chediak.

Gil Sodré (Maria Josefa) em Ode para a Casa de Bernarda Alba. Coreografia de Valerio Césio. Música de Geraldo Flach. Balé Contemporâneo do Maranhão. São Luís/MA, 1991. Teatro Alcione Nazaré.

Continua seus estudos no Seminários Permanente do Teatro Experimental do Maranhão com aulas de expressão corporal, teatro, dicção, improvisação, interpretação, indumentária e caracterização.

Cursa em paralelo aulas de Ballet Clássico, Neoclássico, Dança, Moderna e Primitiva, Dança Característica, Jazz e Afro-brasileira na Academia Maranhense de Ballet.

É formado em Ballet Clássico pela Academia Hugo Bianchi (Fortaleza/CE), 1982, e pelo Centro Educacional de Danças Reynaldo Faray (São Luis/MA), 1990.

Reynaldo Faray (Bernarda Alba) e Gil Sodré (Maria Josefa) em Ode para a Casa de Bernarda Alba. Coreografia de Valerio Césio. Música de Geraldo Flach. Balé Contemporâneo do Maranhão. São Luís/MA, 1991. Teatro Alcione Nazaré.


Transferiu-se para Fortaleza/CE, ingressando na Academia de Ballet Hugo Bianchi, formando-se passando a exercer a função de professor de ballet clássico e Jazz.

Foi contratado pela Companhia de Teatro Infantil “PICCOLO SHOW”, como bailarino e coreógrafo, participando da turnê por todo o Brasil.
Gil Sodré (Maria Josefa) em Ode para a Casa de Bernarda Alba. Coreografia de Valerio Césio. Música de Geraldo Flach. Balé Contemporâneo do Maranhão. São Luís/MA, 1991. Teatro Alcione Nazaré.

 Fez cursos de Ballet na:
Academia Hugo Bianchi (Fortaleza/CE), com Hugo Bianchi.


Academia Leda Yuqui (Rio de Janeiro/RJ), com os professores: Jhonny Franklin, Dennis Gray, Leni Dale e Vilma Vernon.


Ballet Stagium (São Paulo/SP), com os professores: Décio Otero, Márika Gidali e Ricardo Ordonez.

  
  Gil Sodré (Camacho) em Don Quixote. Coreografia de Hugo Bianchi. Música de Geraldo Flach. Ballet Hugo Bianchi. Fortaleza/CE, 1984.Teatro José de Alencar.
 
Ainda em Fortaleza trabalhou nas Academias de Eros Volusia, e Centro Social Urbano César Cals – CERCE .

Dançou em todos os festivais de fim de ano da Academia Maranhense de Ballet, Ballet Reynaldo Faray e Centro Educacional de Dança Reynaldo Faray, assim como participou das montagens do Ballet Contemporâneo do Maranhão.  Sendo, Diretor assistente de Reynaldo Faray em várias montagens.

 Luzia Inês Aureliano (Coppélia) e Gil Sodré (Dr. Copelius) em Coppélia. Coreografia de Reynaldo Faray. Ballet Reynaldo Faray. São Luís/MA, 1994. Teatro Artur Azevedo.

Cursos de férias com:


Kall Singleton, Michigan – U.S.A. – 1989
Eduardo Boni – São Paulo
Emílio Martins – Rio de Janeiro
Flávio Sampaio – Rio de Janeiro
Eliana Caminada – Rio de Janeiro
Célia Refles – São Luis
Roosevelt Pimenta - Natal
Valério Césio – Buenos Aires
Rosito de Carmine – Buenos Aires
Cecília Leite – Brasília
Antônio Vasconcelos - Rio de Janeiro
Eric Valdo – Rio de Janeiro
Richard Rein – ST. Paulis Scholl – U.S. A.
 
Balé Contemporâneo do Maranhão
 
Com o Ballet Contemporâneo do Maranhão, participou dos festivais:



Festival de Inverno em São José do Rio Preto/São Paulo.


Festival de Inverno em São Carlos – São Paulo.


Teatro São Carlos em Campina Grande na Paraíba.

Balé Contemporâneo do Maranhão

Gil Sodré (Fauno) em Fauno e Ninfas. Coreografia de Reynaldo Faray. Centro Educacional de Dança Reynaldo Faray. São Luís/MA. Teatro Arthur Azevedo.


Jaqueline Murad, Diranilce Cutrim, Reynaldo Faray, Gil Sodré e Sergio Sampaio em Formas. Coreografia de Reynaldo Faray. Academia Maranhense de Ballet. Belém(PA).